Em Vitória da Conquista, alguns parecem ter esquecido um detalhe incômodo: a direita conservadora não só vota, como decide eleição. Foi esse eleitorado que garantiu a vitória de Sheila Lemos contra o PT, mas, curiosamente, hoje é tratado como figurante no roteiro político.
A pré-candidatura da vereadora Dra. Lara Fernandes à ALBA expõe esse descompasso. Mais do que ruído interno, o movimento revela a falta de coordenação da base governista e coloca em risco o projeto de Wagner Alves, que também disputa o mesmo espaço eleitoral.
Aqui está o ponto que muitos fingem não enxergar: Dra. Lara surge, sim, como uma alternativa interessante, com mandato, visibilidade e conexão direta com setores que se sentem órfãos de representação. Ignorar isso é repetir o erro clássico de subestimar o próprio eleitor.
Se insistirem na pulverização, o resultado pode ser indigesto: Vitória da Conquista sem representante da centro-direita na Assembleia — não por força da oposição, mas por excesso de vaidade.
No fim, a pergunta permanece: foi cálculo político… ou só mais um caso de água derramada no chopp?

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